COMUNICADO

GENTE QUERIDA

MUITAS AMIGS NÃO ESTÃO CONSEGUINDO COLOCAR SEUS COMENTÁROS AQUI NO MEU CANTINHO.

ALGUMAS DISSERAM QUE CONSEGUIRAM COMENTAR COM O MOZILA...TENTE TAMBEM...QUEM SABE DÁ CERTO

BEIJINHOS

AMO VOCES!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

BOM FINAL DE SEMANA


Este é meu "netinho" Daniel abrindo a porteira para mais um final de semana,
entre por ela, e que voce tenha dias proveitosos e muito felizes!
beijinhos
Tina

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

JANELAS DA MEMÓRIA

                                         agora é só um quadro na parede

O sol entrava por um buraquinho na grande janela e clareava o quarto, estava na hora de levantar.
Lavávamos o rosto  na cozinha, a bacia  esmaltada encima de uma cadeira, o sabonete em uma latinha, e a toalha branquinha pendurada na cadeira, a água quentinha era colocada por minha avó tão logo chegávamos à cozinha, e a canequinha com água esperava na janela para escovarmos os dentes.
Depois o café com leite e as quitandas saborosas feitas no forno de barro.
Agora o trabalho era abrir todas as 14 janelas , colocar os travesseiros no sol, , esvaziar os urinóis, limpar os quartos, ali tinhamos pequenas penteadeiras, umas mais elaboradas com espelho móvel e torneadas, outras bem simples, feita por modestos marceneiros da região, ali embaixo depois de lavados  guardávamos os urinóis (pinicos) que eram usados à noite, eram esmaltados, uns pequenos, outros maiores, pintados com flores, ou não.
O chão de tábuas largas era varrido, e só de vez enquando  lavado, meu avô não gostava que jogasse água, dizia que apodrecia os barrotes de madeira que sustentavam a casa de pau-a-pique.
Na sala, cadeiras e uma mesinha com flores. Na varanda ( sala de jantar) , a grande mesa com cadeiras, o guarda-louças, a máquina de costura, uma cantoneira com o filtro de barro, e  em uma prateleira forrada com paninho bordado, uma das preciosidades , o rádio, e logo acima na parede, o relógio carrilhão alemão Westminster.
A cozinha grande, uma enorme mesa com bancos do mesmo tamanho, o fogão que não se apagava, armários guarda-comidas, prateleiras, a mesinha com o pote de barro.
A casa estava sempre aberta a quem quer que chegasse, fosse um ilustre fazendeiro das redondezas, como a um andarilho errante. Sempre tinha um prato de comida, uma xícara de café com quitandas.
É a casa mais linda, e mais rica que vejo pelas janelas de minha memória. Um lar simples, com pessoas modestas, mas abundante  de carinho, de amor e respeito.
É dali que me vem à memória  sons e cheiros que me enternecem, o galo cantando, a vaca mugindo, o monjolo socando, o balde subindo cheio d'agua do poço e a corda gritando no sarrilho, as palhas de pinheiro crepitando no fogão...e o cheirinho do café coado, do frango afogado com alho e colorau.,o bolo de fubá saindo do forno...
Lembranças de uma infancia distante que teima voltar em minha mente, e me faz doer o coração de saudade,de um tempo que não volta, mas que deixou marcas felizes e profundas, que não se apagará jamais.


                                    Tina
 




terça-feira, 11 de janeiro de 2011

FORNO - DE - BARRO




Há algum tempo todos por aqui  tinham um forno assim no quintal de suas casas, e é lógico eu tambem tinha um...mamãe ainda estava com saúde e me ajudava nos dias de fazer quitandas . O marido ficava com o trabalho de arrumar a lenha e acender o fogo, o resto era com a gente, tirávamos as brasas,e  varríamos com uma vassourinha de alecrim....fazíamos pão de queijo, biscoitos, pau-a-pique, roscas e broas...dava muito trabalho, mas era muito bom!
Com o passar do tempo, o forno elétrico substituiu meu forno de barro, e ele abandonado acabou caindo.
Mas toda aquela movimentação no dia de fazer quitandas , ainda pulsa na minha mente, no meu ser...hei de ter outro forno...agora o trabalho será convencer o marido.


beijinho
Tina