COMUNICADO

GENTE QUERIDA

MUITAS AMIGS NÃO ESTÃO CONSEGUINDO COLOCAR SEUS COMENTÁROS AQUI NO MEU CANTINHO.

ALGUMAS DISSERAM QUE CONSEGUIRAM COMENTAR COM O MOZILA...TENTE TAMBEM...QUEM SABE DÁ CERTO

BEIJINHOS

AMO VOCES!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Depois do queijo - o PÃO DE QUEIJO

Depois de falarmos sobre o queijo- de- Minas, não poderia deixar de falar sobre o nosso pão de queijo...outra iguaria que não falta na mesa aqui no meu cantinho...receitas diferentes, trazidas dos caderninhos das vovós, mas todas deliciosas...eu mesma já tentei várias , mas a que foi escolhida aqui em casa, depois dou a receita  para voces
Pão de queijo da Dona Lucinha

Você sabe qual é a origem do pão de queijo?


Apesar de ser típico de Minas Gerais, a história da origem do pão de queijo tem várias versões, embora historiadores especulem que ele exista desde o século XIX. No Brasil tornou-se efetivamente popular a partir da década de 1960. Registros mais específicos indicam que ele tenha sido tradicionalmente desenvolvido no estado de Minas Gerais.


Estudos dizem que o pão de queijo surgiu na época dos escravos. A mandioca era o pão do índio brasileiro. O ovo e o leite é uma herança dos portugueses, que com  o polvilho, reinventaram o pão de queijo. Há outros indícios de que a receita tenha aparecido nas fazendas de Minas , quando as cozinheiras preparavam para servir seus senhores, na época em que havia grande oferta de leite, ovos e queijos, em função da expansão da pecuária.

 


Naquela época, não se imaginava que o pão de queijo fosse ultrapassar as fronteiras "das Minas Gerais", muito menos que ganharia o mundo. Comer queijo após as refeições era hábito antigo, mas no século XIX, o queijo sobrava e endurecia. Como a farinha que chegava até as fazendas era de baixa qualidade, as cozinheiras passaram a substituí-la por polvilho nas receitas dos pães.
Somente na década de 1960, o pão de queijo expandiu sua carreira de sucesso, principalmente em Minas Gerais. Coincidentemente nessa época aconteceu o desenvolvimento das quitandas. Rapidamente, em todo o país se consumia e apreciava essa iguaria, que tornou-se tipicamente mineira.

Por que o pão de queijo é tradicionalmente conhecido como mineiro?


Pesquisadores dizem que comida e identidade são universais, e que a última coisa que um migrante se esquece é a língua e sua culinária.




A origem do pão de queijo se confunde com a própria origem da culinária mineira, porque acompanha a evolução de seus ingredientes: primeiro surgiu a goma, vinda da mandioca sob a forma do polvilho doce ou azedo; depois a gordura de porco, o sal, o ovo, o leite, a nata, a manteiga e por último o queijo, que aos poucos incorporou-se ao biscoito de goma (precursor do pão de queijo) moldados sob a forma de pequenas bolinhas e finalmente assados.


Basta visitar várias casas de famílias mineiras para ver que em todas elas irão te oferecer nem que seja um café, acompanhando de que? Pão de queijo (de preferência), claro! Daí o motivo das pessoas dizerem que os mineiros são hospitaleiros e apaixonados pela receita.

Até nas refeições o pão de queijo é servido

           A postagem ficou muito grande , me desculpem...mas a receitinha do pão de queijo que faço está AQUI
beijinhos
Tina

Texto do site "Forno de Minas - Bom demais..."





terça-feira, 8 de março de 2011

COLCHA DE RETALHOS

Colcha de Retalho, quando surgiu, tinha valiosa importância no seio familiar, haja vista, que as famílias eram numerosas e necessitavam de muitas cobertas para todos os filhos.



Antigamente, a colcha de retalhos era confeccionada, tradicionalmente, unindo tecidos com uma infinidade de estampas de formatos variados.

 Costura manual, utilizando agulha e linha.Trazida pelos colonizadores, era comum ver colchas feitas de linho ou lã, em panos inteiros ou a partir de medalhões centrais e bordas, que permitiam o aproveitamento total de retalhos, já que tecidos eram considerados preciosidade, assim como linhas e agulhas (que eram passadas de mãe para filha). As técnicas eram transmitidas pelas mães e avós para suas descendentes, assim surgiram muitas tradições relacionadas a tecidos, cores e desenhos. Uma tradição de meados de 1800 pedia que a moça fizesse doze colchas antes de poder casar, sendo que a última deveria utilizar blocos com dois anéis de casamento entrelaçados.
A cor é o elemento que mais chama a atenção numa colcha de retalhos. O conhecimento da cor é uma boa base para obter ótimos resultados. Saber combinar as cores e os tons e conseguir uma harmonia entre eles, resulta num bom trabalho.

Com a invenção da máquina de costura caseira, patenteada em 1851, a agilidade na execução aumentou e começaram a surgir revistas especializadas em moldes e padrões.

A revolução trazida pela Segunda Guerra Mundial e pela liberação feminina, na década de 1960, desvalorizaram a tradição. (Texto Arranjo da Craviola)

Tambem tínhamos colchas de retalhos em casa, me lembro que gostava de me deitar na cama e ficar olhando aqueles quadrinhos..., camisa do papai...saia da mamãe...vestido da irmã...e assim passava tempo apreciando aqueles quadradinhos coloridos.
Na casa de minha mãezinha ainda tem uma muuuuuito antiga como esta da imagem acima, está já bem estragadinha , mas não tenho coragem de me desfazer dela pois ali naqueles retalhinhos recordo vestidos, blusas,saias , da nossa adolescencia . E me enterneço, voltando no tempo...

beijinhos
Tina

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domingo, 6 de março de 2011

O QUEIJO-DE -MINAS


Jean-Baptiste Debret chegou ao Brasil em 1816, para ser o pintor da família real e foi um dos primeiros viajantes a notar que o país possuía um produtodiferente, consumido ao final das refeições, o queijo-de-minas.
Sua história remonta à chegada dos portugueses a Minas Gerais, no século XVIII, depois da descoberta do ouro. Como os homens precisavam de um alimento que durasse todo o dia, uma antiga técnica portuguesa de queijo coalhado, feito de leite fresco, foi adaptada às condições locais.


Outro viajante, Auguste de Saint-Hilaire, que provou a iguaria no começo do século XIX, deu a receita: “Tão logo o leite é tirado coloca-se nele o coalho, o que o faz talhar-se instantaneamente. O coalho mais usado é o de capivara, por ser mais facilmente encontrado.

 As fôrmas são de madeira e de feitio circular, tendo o espaço livre interno mais ou menos o tamanho de um pires.

 (...) O leite talhado é colocado dentro delas em pequenos pedaços, até enchê- las. Em seguida a massa é espremida com a mão, e o leite cai dentro de uma gamela colocada em baixo. À medida que a massa é talhada vai sendo comprimida na fôrma, nova porção é acrescentada, continuando-se a espremê-la até que a fôrma fique cheia de uma massa totalmente compacta.

 Cobre-se de sal a parte superior do queijo, e assim ele é deixado até a noite, quando então é virado ao contrário, pulverizando-se também de sal a parte agora exposta”. ( Agora as formas são de plástico)
Há mais de 200 anos a maneira de fazer o queijo mudou muito pouco, já não se usa o coalho de capivara. Assim como os vinhos, o queijo-de-minas tornou-se um produto com Denominação de Origem Controlada, e em maio de 2008 foi reconhecido como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).



Por aqui ainda se faz o queijo minas artesanalmente, não ficamos sem o nosso queijinho de todo dia, com café, com goiabada... é um produto que não pode faltar na nossa mesa.
Já fiz muito queijo aqui em casa, agora faz tempo que não faço,mas se voce tem vontade de fazer veja a receita  AQUI...é bem deste jeitinho que faço, e fica muito bom, não deixe passar o coalho senão  não fica macio fica ruim...

                                                                   beijinhos

                                                                      Tina


ch.12.gif (14160 bytes)


texto de Joana Monteleone
revista História Viva